Helvetica

Sou uma apaixonado por fontes, exclamação! (como diria Roberto Avallone)

Elas simplesmente me fascinam. E como um bom fã, tenho sempre que me mantar atualizado com as notícias do mundo das letras. E sexta-feira, li um artigo um tanto quanto interessante (eu até diria polêmico) escrito por um português em 2007 falando sobre a fonte mais conhecida do mundo: Helvetica. Abaixo segue o artigo na integra (inclusive com a escrita de Portugal) acrescido de alguns links e imagens que tomei a liberdade de incluir. Depois darei minha opinião para iniciarmos mais uma agradável, democrática e inteligente discusão. Enjoy it!

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PORQUE É QUE PRECISAMOS DA HELVETICA?
por Paulo Heitlinger, Fev/2007

O 50º aniversário da Helvetica – uma família de fontes criada em 1957 pelo suíço Max Miedinger – foi o pretexto para rodar um documentário que ilustra a expansão do conhecido typeface. Reacende-se uma polémica que já vem de alguns anos atrás e que merece a pena retomar. Vejamos porquê.

Quando o editor suíço Lars Müller publicou o seu livrinho Hommage to Helvetica (que entretanto está à venda a bom preço nas lojas da FNAC), argumentava que “este typeface sabe fazer tudo, e é neste aspecto que é genial … Tive vontade de publicar este livro para reagir contra a inflação das fontes. Temos hoje cerca de 30.000 fontes, mas que não servem para grande coisa. Em vez de inventar novas fontes, valia mais renovar a tipografia com as fontes existentes. É este o caminho para o qual aponta o sucesso da Helvetica“.

Em resposta a Lars Müller, tenho a argumentar que para um suíço a Helvetica pode servir para muitas aplicações, mas para mim não serve para grande coisa, pois falta-lhe qualquer personalidade tipográfica. Ça manque du charme, diriam os franceses. Temos milhares de fontes disponíveis para as mais variadas aplicações, de modo que a questão pertinente será: Para que é que nós precisamos ainda dessa letra de horripilante estética, criada à cinquenta anos para atender às necessidades de clientes à procura de uma letra “despersonalizada”, “neutra”, apta a garantir-lhes um fácil acesso a um mercado global?

[Será a fonte Helvetica mais conhecida que a Suíça? Inventada na Basileia há 50 anos, este typeface já conheceu duas reformas e vários revivalismos. Objecto de culto entre jovens gráficos sem grande inspiração e propensos a trends globais, a Helvetica mereceu as honras do livro Helvetica, Homage To A Typeface, que rapidamente esgotou a primeira edição. Pouco maior que um passaporte helvético, e como este de capa vermelha, com um H em vez da cruz branca, este livrinho reúne centenas de fotos a ilustrar a omnipresença deste tipo, utilizado tanto para logótipos de multinacionais como a Panasonic, a Texaco, a Samsung, a Hoover, a Lufthansa, a Kawasaki, a Evian, a Agip, a BMW e a Caterpillar, como para sinaléticas urbanas, de Hong-Kong até Istambul.]

O TREND DA GLOBALIZAÇÃO PERSISTE

A resposta, embora não goste dela, é simples. Em pleno século XXI, a Helvetica continua em uso, por força do persistente revivalismo que nos atinge há anos. O conceituado designer e crítico canadiano Nick Shinn, denunciando os maléficos efeitos da authority of mass fashion, escreveu: “A Helvetica regressou em grande. Na rua, vemo-la em campanhas publicitárias de empresas tão diferentes como a IBM e The Gap. Nas vendas online, está sempre no topo das listas das fontes mais vendidas…”

[Posters do filme Helvetica]

A fonte que o typeface designer e ensaísta Nick Shinn apelida com toda a pertinência de face of uniformity tem vindo a ocupar posições para as quais nunca foi concebida, mas os designers contemporâneos, com medo de afirmar as suas raizes culturais e os contextos regionais, preferem a “fonte sem personalidade”. Nunca uma fonte tão estéril, de tão fraca legibilidade e pobre estética teve uma proliferação tão virulenta – nefastos efeitos da globalização em princípios do século XXI… (Não perca o artigo de Nick Shinn em www.shinntype.com/Stories/Uniformity.pdf)

HISTORIAL DA HELVETICA

A Helvetica é a fonte mais associada à tipografia a suíça do pós-guerra e à “Escola Internacional”, por causa da sua crónica falta de personalidade. Surgiu nos anos 50, na conjuntura de recuperação económica depois da Segunda Guerra Mundial. Inúmeras empresas alemãs e suíças, ávidas de se lançarem de novo nos mercados internacionais, precisavam de uma letra clara, neutral, moderna, internacional, com boas relações com todos os países e culturas – com as características da Suíça, portanto…

O importante era que essa letra fosse “moderna” e que não tivesse qualquer associação nacional, ou qualquer ligação cultural específica. Especialmente na Alemanha do pós-guerra procurava-se uma fonte neutra, que não lembrasse o vergonhoso passado nazi do país, que, agora “democratizado” de fachada, o queria ultrapassar o mais depressa possível. O tipo eleito pelas empresas multinacionais foi a Helvetica, a fonte da globalização dos anos 60 e 70 (e, como já veremos, também do século XXI).

[Smile for Helvetica]

Nos anos 20 e 30, tinham sido os adeptos da Bauhaus os que exigiam uma tipografia universal, apta para todas as aplicações, todos os fins, todos os idiomas e todas culturas. Nessa época, as reivindicações dos vanguardistas causaram pouca ressonância; muito mais tarde, depois da guerra, a indústria e o comércio tinham finalmente captado a mensagem, e exigiam: “Venha uma letra universal!”

A Helvetica foi desenhada para ser uma versão modernizada da Akzidenz Grotesk (propriedade da H. Berthold AG). Começou por ser comercializada como Neue Haas Grotesk, por se tratar de uma reformulação da Haas Grotesk (propriedade da fundição Haas, a empresa que encarregou Max Miedinger de modernizar a fonte).

[Akzidenz-Grotesk]

A primeira versão foi apresentada em 1957, na feira Graphic 57, realizada em Lausanne. Esta fonte, então chamada Helvetia, foi introduzida no mercado paralelamente à famosa Univers, de Adrian Frutiger.

[Univers]

Pouco depois, a fundição alemã D. Stempel AG comprou os direitos da Helvetia, adicionou-lhe vários pesos e graus de condensado e rebaptizou-a com o nome de Helvetica, relançando-a em 1961. Nessa época, já 50% do capital da D. Stempel AG se encontrava em posse da Linotype AG, representando dentro do grupo Linotype o sector de “tipos metálicos de fundição” para composição tradicional, manual – a fotocomposição tinha começado por volta do ano de 1955.

A Helvetica não teve por auxiliar de parto um conceito estrutural como aquele que Adrian Frutiger inteligentemente deu à sua Univers, quando inventou uma sistemática numérica para calibrar os pesos e graus de condensação/expansão. Esta falta de sistemática reflectiu-se na pobre estética das variantes e tornou necessário um redesign, lançado como Neue Helvetica em 1980.

[Imagens do filme]

SUCESSO MUNDIAL

Apesar destes entraves, a Helvetica foi a fonte de maior sucesso nos anos 60 e 70 – pelo menos, foi a fonte mais usada. Substituiu rapidamente a antiga Akzidenz Grotesk de 1897, que, no jocoso dizer de Erik Spieker- mann, já mostrava “muitas rugas”.

A sua falta de personalidade nacional ou regional – é com todo o direito que é chamada “a fonte sem carácter” – foi por vezes compensada pelo emprego de cor, por exemplo, em posters publicitários. De resto, a imaginação criativa dos que optaram pela Helvetica ficava reduzida a explorar as formas acentuadamente geométricas, a compor em ângulos diagonais e/ou a tirar partido da vasta gama de pesos e cortes da letra que passou a ser a fonte universal e global da segunda metade do século XX .

A FONTE DAS MULTINACIONAIS

A partir da década de 1960, inúmeras empresas internacionais adoptaram a Helvetica para a sua comunicação. A Lufthansa, a conselho de Otl Aicher, adoptou-a para Corporate Typeface. A KLM, a American Airlines e outras companhias aéreas seguiram este trend. Depois veio a BASF, consórcio químico-farmacêutico que nessa época já ocupava em todo o globo 300 oficinas de impressão, além de inúmeras agências de publicidade. Também os consórcios Bayer e Hoechst, outros dois gigantes do ramo químico, passaram a usar a Helvetica em qualquer parte do mundo onde fizessem negócio. No ramo automóvel, seguiram-se a Opel e depois a BMW, que usa hoje uma fonte parecida com a Helvetica. A MAN e a AEG optaram igualmente pelo “tipo sem características”.

[Pra quem não gosta]

Decididamente, a omnipresente Helvetica passou a ser conotada como uma fonte “moderna, progressista, cosmopolita, internacional”. Mas na realidade, continuou a ser uma fonte de pobre estética, pacatamente burguesa, estridentemente aborrecida, sem charme, sem elegância – e falha de qualquer temperamento, vitalidade ou emoção. Por isso mesmo, a Helvetica foi a campeã do Estilo Internacional, opção preferida por mestres do desenho gráfico, como os suíços Max Bill e Josef Müller-Brockmann. Passados 45 anos depois da introdução, a Linotype listava 115 diferentes membros da família de fontes Helvetica hoje presente no mercado …um longo bocejo tipográfico.

[Comparação]

UM FALGELO CHAMADO ARIAL

A Helvetica tem sido violentamente pirateada – outra expressão da sua ubiquidade e popularidade. Quem não queria investir no produto original, comprava um dos múltiplos clones, muito mais baratos: cópias ainda piores que o original, chamadas “Swiss”, “Geneve”, “Zürich”, etc. De mal a pior, a degradação continuou quando a ainda jovem Microsoft decidiu poupar-se a aquisição da Helvetica e encomendou, em 1982, a fonte Arial à Monotype. A Arial, um dos Windows core fonts, integrados no pacote do sistema operativo, é outra fonte de inigualável banalidade e consegue ser mais feia que o original. Entretanto, até a Microsoft já notou isso; na nova versão do Windows, a Helvetica e a Times já não fazem parte dos core fonts…

[A matriz e a cópia]

Por fim, falta responder à pergunta feita no título deste artigo: Para nada.

Filme: www.helveticafilm.com
Entrevista: www.aiga.org/content.cfm/lights-camera-helvetica

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Agora quem fala sou eu, Daniel! =)

Direto e reto: gosto da Helvetica. De verdade, gosto mesmo! Acho que mesmo sem “frufrus”, ela tem personalidade. Creio que a personalidade dela é exatamente essa: “não ter nada demais”.

Nós damos de cara com essa fonte quase todos os dias, somos bombardeados por ela mesmo sem percebermos. Marcas que usamos e desejamos, admiramos ou repudiamos usam a dita cuja. Basf, American AirLines (wou! ainda serei cliente de vocês!), Panasonic, Jeep, LG, Microsoft, BMW, Lufthansa, Mitsubishi, Texaco, 3M, e muitas outras.

Depois de ler esse artigo na sexta, passei o final de semana com a minha atenção voltada pra isso, pra ver propositalmente o alcance do tipo. Fiquei pasmo! As placas de transido, as lojas na 13 de Maio e no Cambuí, as milhares de placas de candidatos, letreiros, totens, outdoors, escolas, textos publicitários, as placas de mesa aqui no escritório… é uma loucura! Praticamente em quase todo o lugar que se olha, eu encontro a tal da Helvetica “me olhando”.

Não que eu tenho reparado nisso somente agora, mas nunca havia mensurado (ou pelo menos tentado) como ela é usada. Percebo que a Helvetica vai muito além do que o Paulo Heitlinger falou. Essa “febre” se estende a todos os humildes e reles mortais que quando abrem o Word, a fonte default é a ARIAL (lê-se “bastardinha da Helvetica”).

No meu caso, essa fonte já está impregnada dentro do meu cérebro, os meus olhos nem respondem mais a palavras com ela… oh céus, estou num caminho sem volta! Quando parei pra pensar nisso (sim sim, eu fiz uma pequena meditação sobre uma fonte tipográfica!) pude ter a certeza: se todos nós escrevêssemos como “um computador”, nossa grafia seria a Helvetica. Creio que isso que acontece comigo (não sei se com todos vocês também) é resultado do que o Paulo citou: ela é a fonte do século XX.

Apenas não concordo. Categoricamente. com uma afirmação dele: de que a Helvetica seja “fraca de legibilidade”. Isso, ao meu ver, é um absurdo. Por ser tão “limpa”, de formas extremamente geométricas e de ótima relação altura x largura, ela é de perfeita legibilidade. Claro que, faço essa defesa em casos onde a fonte é usada em textos artísticos. Sobre textos longos, minhas convicções estão aqui. As demais afirmações são totalmente passíveis de análise.

E vocês pessoal: qual sua opinião? Concorda totalmente com o Paulo? Qual sua análise técnica da Helvetica?

NOTA: as imagens comparação Arial x Helvetica, comparação Grotesk-Helvetica-Univers 55, Univers e Grotesk e palavras linkadas foram disponibilizados por este blog para maior conforto e compreensão de seus leitores. Todo o restante do texto redigido por Paulo Heitlinger, está em sua versão integral, sem qualquer alteração.

14 Respostas para “Helvetica”

  1. Renato Troccoli Disse:

    boa Daniel!!! O charme da Helvetica é justamente sua simplicidade e segurança que transmite. Por isso é adotada por tantas empresas e faz parte do nosso cotidiano por um longo tempo. Precisamos de uma fonte assim. Para momentos em que o rebuscamento nos cansa a leitura!! vlw

  2. Stanley Calderelli Disse:

    putz! concordo em “gênero, número, grau, tonalidade e matiz” com o Daniel. Sem mudar uma vírgula. …um pixel ou um ponto sequer.

    Viva a Helvética

    .

    Pena que não dá pra custimizar a font desse campo de comentário. hehe

  3. Hamilton Disse:

    viva a Helvetica!! concordo com o daniel e com o renato troccoli. esse assunto já até é um pouco recorrente, mas nunca tinha visto alguém atacara a helvetica, sempre li artigos em sua defesa. interessante!

    mas faço um alerta:

    se parar pra pensar o reinado dela está ameaçado pelo uso indiscriminado da Arial por leigos que não sabem diferenciá-la e pela substituição por Frutiger e Myriad, essas são as fontes da moda, todo mundo usa em seus logos: bradesco, finasa, gafisa, itaú (que substituiu um trabalho gráfico excelente por um abuso de laranjão e trocou a helvetica que caía muito bem por frutiger que tem um peso estranho no logotipo), até nas campanhas eleitorais você vê muito essas fontes…

    abraço e parabéns pelo blog!

  4. Fabiano Disse:

    Se gosta tanto de tipografia … utilize “tipo” ao invés de “fonte. Muito, mas muito mais, correto.

    Abraços e parabéns pelo blog!

  5. Paulo Sepúlvida Disse:

    Considero a Helvética em tipo neutro, não costumo usar muito, apesar de aqui na empresa ser a Tipografia Corporativa…
    Prefiro Humanist 777 e a Stone Sans.

    Apesar de não comentar, passo sempre aqui no blog, muito bom!

  6. Leandro Macedo Disse:

    Fala Daniel! Tranquilo?

    Cara, parabéns pelo post. Sou extremamente fã da Helvetica. Eu tenho o documentário aqui em casa, pedi logo que fiquei sabendo que ia lançar e tive que esperar 40 dias pelo pré-order e mais 20 dias para chegar no Brasil, mas valeu cada minuto da espera. Quando você pensa que o filme acabou, tem mais uma infinidade de extras.

    É impressionante como a família Helvética é aplicável em tudo. Seja em longos textos, em grandes títulos, em slogan de campanhas ou até na mais forte das logos.

    Aliás, são inúmeros logos que aparecem Helvetica, alguns com alterações, outros simplesmente Helvetica. Posso estar errado em alguma das marcas que utilizam Helvetica, podem me corrigir caso precise:

    3M, Panasonic, Microsoft, Itau, Jeep, Nestle, iPod, AmericanAirlines, BASF, Orange, Target e até mesmo o famoso STAR WARS foi feito em Helvetica.

    Enfim, uma imensidão enorme que não me vem a cabeça agora, marcas que hoje falam por si, marcas solidificadas que, graças a força que a Helvetica tem, a tipo nunca precisou ser mudada, apenas modernizada.

    Tem uma cena no documentário de Gary Hustwit, que ele entrevista o grande Massimo Vignelli e ele responde uma coisa que define a Helvetica de uma forma perfeita:

    You can say, “I love you,” in Helvetica. And you can say it with Helvetica Extra Light if you want to be really fancy. Or you can say it with the Extra Bold if it’s really intensive and passionate, you know, and it might work.

    A mesma frase, escrita com diferente Helveticas, causa diferentes impressões.

    Para quem amou o documentário Helvetica, só para constar, o Gary Hustwit está quase terminando um outro documentário que vai ser fora de série também, o “Objectified”, um documentário independente sobre design gráfico industrial, vi umas cenas que são animais, aliás, esse diretor é magnífico! (http://www.objectifiedfilm.com)

    Bom é isso cara, mais uma vez, parabéns pelo post!

  7. Daniel Campos Disse:

    Renato
    Graaande Renatão! Como estás meu qrido? Andou sumido daqui hein. O post de semana passada que pegou fogo você nem viu, não é?! Mas ta valendo!

    Ótimo comentário! Agradeço em nome de todos cara.
    Vê se não demora pra comentar por aqui hein!

    Grande abraço amigão
    Daniel

  8. Daniel Campos Disse:

    Stanley
    hahaha… “sem mudar um pixel” foi engraçado! =D
    Obrigado por sua participação Stanley, por favor, volte sempre que desejar! Será um prazer.

    Grande abraço

    Hamilton
    De fato, foi esta discrepância a tudo que eu já havia lido sobre Helvetica que me levou a publicar esse artigo. Como você, achei pra lá de interessante.

    Bom alerta! Como sempre digo: a participação de vocês enriquece demais. Obrigado pelo apoio Hamilton!

    Grande abraço

    Fabiano
    Conselho anotado e guardado! Obrigado pela participação amigão, volte sempre, ok! Será sempre um prazer.

    Grande abraço

    Paulo Sepúlvida
    Obrigado pelo comentário e participação Paulo.
    Bom saber que sempre está por aqui, é um grande prazer! Sempre que desejar comentar, fique a vontade ok!

    Grande abraço

    Leandro
    Que isso cara, o parabéns tem que ser pelo seu comentário!
    Obrigado, mais uma vez, pela super participação.

    Esse documentário da Helvetica eu gostaria muito de ver. É em DVD mesmo?

    Obrigado cara!
    Grande abraço

    Daniel

  9. André M. Nascimento Disse:

    Daniel,

    Tenho sempre passado por aqui, mas só agora tive tempo de ler esse post. E mais uma vez parabéns pela qualidade do trabalho e pela pesquisa envolvendo toda a informação que você sempre coloca por aqui.

    Sobre a Helvetica, faço minhas as palvras do Hamilton: viva a Helvetica!
    Alias vou mais além, não consigo imaginar o trabalho de um profissional de comunicação gráfica (leia-se publicitários, designers, web designers) sem esta fonte.
    Graças a sua íncrivel capacidade de adaptação a diversos fins, ela é sem dúvida uma das fontes mais utilizadas em logos, tema do blog. A Helvetica é sem dúvida uma das minhas preferidas para trabalhar, especialmente em logos.

    Em breve, terei um novo post no meu portifólio e adianto que é um logo, com a nossa, amada e odiada, porém necessária Helvetica.

    Grande abraço e parabéns pelo trabalho.

  10. Fernando Disse:

    Ótima matéria.

    Tenho uma dúvida, desculpem a ignorância… seguinte:

    Se eu quiser usar uma fonte, a Helvética por exemplo, em uma logo que eu criar para uma empresa qualquer ou para eu mesmo, é necessário fazer algum tipo de pagamento, como Hoyalts?

    Obrigado

  11. Daniel Campos Disse:

    André
    Obrigado pelo reconhecimento André. Ótimo comentário. E quanto ao seu novo trabalho, estou esperando ansioso para ve-lo, ok!

    Grande abraço
    Daniel

    Fernando
    Se você tem esse tipo disponível em sua máquina, subentende-se que você já pagou por ela, caso o tipo seja comercial. Mas meu conhecimento nisso é pouco. Como não gosto de dar informações incertas, passo a bola pros visitantes Diretores de Arte, Publicitários, Designers… podem me(nos) ajudar pessoal?

    Grande abraço Fernando
    Daniel

  12. marcel Disse:

    o logo da AZUL não é helvetica?
    vc reclamou…

  13. Daniel Campos Disse:

    Marcel
    Antes de mais nada, obrigado por sua participação. Se você com atenção o post sobre a Azul, verá que o que falo é sobre tipo sem critério. O “conceito” daquele logo é “mostrar o mapa do Brasil ‘estilizado’”. Isso pra mim não é conceito, é explicação de algo que estou vendo.

    “Ele sinaliza claramente nossa intenção em não apenas servir, como integrar todo o País.” Essa são as palavras do David Neeleman a respeito do logo.

    Quando se tem tal “conceito”, caimos exatamente no que o Paulo Heitlinger comenta: “na dúvida, use Helvetica.” E minha crítica incide aí. Como disse, não tenho nada contra a Helvetica.

    Muito obrigado pela participação, espero ter sido claro em minha réplica. Se desejar, poste ai em baixo para que continuemos a discussão de maneira enriquecedora para todos.

    Grande abraço
    Daniel

    Fonte: http://www.vitrinepublicitaria.net/noticiasdomercado2.asp?menucodigo=1727

  14. Pepsi: Nova ID visual « LogoBR Disse:

    [...] Contudo, como já visto pelos leitores mais assíduos do LogoBR, tenho mudado um pouco o discurso quando se trata de opinar sobre algum trabalho, graças as discussões geradas por esses posts. De fato não achei legal, porém não posso dizer que não dará certo… aliás, quem sou eu pra falar isso? Os caras estão ousando e se alinhando ao movimento global de “limpeza” dos logos (ou de “temos-um-logo-novo! ), da mesma forma que ousaram em 1962 e se alinharam ao movimento global de “logos-sans-serif-pós-guerra” (carinhosamente apelidado por mim de “Helveticalização”). [...]

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