19 Responses to Design para farmácias: Arce

  1. João Gabriel disse:

    Não acho viagem sua, muito pelo contrário, compartilho de sua opinião. Acredito que não é porque de uma empresa vender basicamente o mesmo produto, que é necessário todas terem a mesma cara, que é o que acontece com o mercado farmacêutico. Mas não acho que seja inteiramente culpa dos estúdios/agências responsáveis pela criação das marcas, mas também do cliente. Nesse tipo de comércio ainda por cima, que não apresenta grandes diferenças de marca para marca, o dono do negócio tem a tendência de querer sempre o mesmo “feijão com arroz”, com medo de seus clientes simplesmente não identificarem aquilo como uma farmácia!

  2. Victor Soares disse:

    Bem, de certa forma discordo. Como no comentário a cima, o medo de os clientes não identificarem aquilo como uma fármacia é parte muito importante de um negócio.

    A não ser que a empresa faça uma campanha muito grande em cima de sua marca e dos serviços que oferece, pelo menos aqui no Brasil, a maior parte das pessoas não reconheceria a ARCE como uma farmácia.

    Não sou contra mudanças e inovações, na verdade, sou muito a favor, mas em algumas situações, alguns segmentos de mercado possuem uma identidade geral e algumas vezes é necessário se manter nessa identidade geral para que a empresa possa ser reconhecida como oferecedora de determinado serviço. Mas isso não impede que não haja inovação dentro de uma identidade geral, um bom exemplo, é a Droga Raia.

  3. Michel Farah disse:

    acredito que o grande motivo de todas essas marcas terem a mesma cara é o medo que seus empresários têm de arriscar algo diferente. é a visão fechada de quem é leigo neste universo.

    deste modo, cabe ao designer usar argumentos que possam vir a persuadir os proprietários a sair do padrão e se diferenciarem através de seu universo visual. neste quesito, aqui no brasil a única que se diferencia das demais é a onofre, que não chega a ser uma concorrente direta das farmácias por essência.

  4. Barbara Luiza Maia disse:

    Excelente post!
    Também concordo que deve haver uma preocupação com a diferenciação no setor farmacêutico. Como em qualquer setor. Tá aí uma área muito interessante e pouco explorada. É papel do designer mostrar ao cliente o valor da mudança. E isso é um duro exercício às vezes.

  5. Wilson Cesar disse:

    Bem interessante essa discussão. Trata-se de um segmento repleto de clichês, cujo principal objetivo básico é o de sinalizar. Aliás, objetivo inicial de uma marca. Hoje as farmácias são mais do que simples estabelecimentos onde o cliente entra e sai apenas com a sua aspirina, vitaminas C e uma embalagem de pastilhas valda. Tornou-se uma loja de conveniências. Tem de tudo ali. Acredito que isso é uma indicação definitiva de que a hora de investir na diferenciação do visual e na abordagem das vendas chegou.
    Abraços

  6. concordo que deve haver uma diferenciação e acredito que cabe ao designer investir nisso, nem que seja de uma forma sutil e aos poucos (pois afinal todas as grandes marcas são construídas).

    além da droga raia (que na minha opinião, apesar de diferente, é meio apagadinha, não aparece muito), existe a Nissei (http://www.drogariasnissei.com.br/) que é do paraná e atua principalmente pela região de curitiba.

    eles não tem uma linguagem visual legal, mas conseguem se destacar como uma farmácia diferente, mais barata, que atende até mais tarde e que não vende só remédio (algumas lojas são quase uma loja de conviniências).

  7. Roger Ranger disse:

    Designer tem lingua bem afiada, por que não começa a mostras as inovações que cada um contribuiu para algum setor, publique o portifolio aqui e mostra qual foi a grande idéia fora da caixa e apresente os resultados.

  8. tony disse:

    Acredito que nem sempre a marca precisa ser diferenciadora por si, mas porta-voz daquele conjunto de diferenciações e valores que o Daniel citou. Marcas como Sony, Coca e Apple, visualmente, nada tem de diferenciais. Mas são os valores, produtos e serviços que carregam, a promessa que cumprem, que as tornam singulares e preferenciais. Um projeto visualmente lindo sem suporte de mercado [branding, comunicação, mkt, etc] é só um projeto lindo.

    Em Curitiba até existem marcas distintas [que mantem o clichê da cruz mas fugiram de vermelho e branco, apegando-se ao verde da cultura local; Além da Nissei que o Gustavo citou há a Minerva e a ForteFarma, com “algo diferente” visualmente], mas a experiencia de consumo é a mesma. Não se pensa um pdv melhor simplesmente pela velha mania de “se isso dá certo, não precisamos mexer”.

    Vale lembrar também que em diversos casos essas marcas “só chegam” as agencias e estúdios depois de consolidadas, e não no seu inicio. Por isso a paridade. E é um mercado que, mesmo vasto, é “iniciante” em comunicação e relacionamento. Há 15 anos atrás o pessoal dos supermercados pensavam assim. Com a “invasão” das marcas estrangeiras, houve o amadurecimento.

    No Brasil, o caminho iniciado pela Droga Raia vai virar cultura a partir do momento que o retorno seja visivel ao bolso dos concorrentes. As marcas não mudarão tanto, e por fora ainda teremos a “cara de farmácia”. Mas dentro, cada marca pode repensar a experiencia de consumo e fluxo [o que aliás, serve para boa parte das categorias de varejo].

    E como ainda está “em cima do muro” a questão da função das farmacias [há praticamente 1 guerra entre Anvisa, grandes varejistas e redes de farmacias quanto a venda ou não de alimentos], não existe a cultura de [re]pensar a farmacia como “uma loja de conveniencias E remédios”. Quem souber aproveitar isso, tá feito.

    Conteúdo excelente, como sempre!

  9. skyisfalling disse:

    Daniel, aqui no Recife está chegando uma rede de farmácias que começou no Pará e agora está se expandindo. Além desses dois estados, estão no Maranhão e no Piauí.

    O nome de rede é Big Ben e dá pra ver no site deles (http://www.farmaciasbigben.com.br/) que, apesar de um slogan muito ridículo, ela vai por uma linha beeeem diferente do que a gente costuma ver.

    1 – A marca não busca esses elementos “de farmácia”: não tem cruz, remédio, comprimido, etc. E o melhor: não tenta fazer do elemento (big ben) uma cruz, um remédio ou um comprimido. É o famoso relógio e pronto. A marca em si, achei bem feia, mas só pela idéia ser diferente, já merece uma citação ou até mesmo um estudo maior dos motivos dela ser assim.

    2 – A ‘identidade’ visual da loja também vai pela diferenciação… todas elas tem uma ‘réplica’ (se é que posso chamar assim) do Big Ben na fachada. A réplica é dourada, o resto da fachada é prateada. Nada de outro mundo, esteticamente, mas foge do azul/vermelho/verde claro.

    Aqui no Recife ainda temos uma outra chamada Farmácia Guararapes, que se utiliza de uma Borboleta (ver: http://www1.informazione.com.br/cms/export/sites/default/cartello_site/cartello/mobile/imagens/farmacias_gr.jpg) na marca. Mesmo como designer, a primeira vez que vi, pensei “O que diabos tem uma borboleta com remédio/saúde?”. Então, fica o pensamento: é válido, não foge demais, pode prejudicar?

    O novo é legal, mas acho que a paridade também tem sua utilidade. Num exemplo tosco e rasteiro, imagino-me na Finlândia desesperado pra comprar um remédio para uma dor qualquer. Muito provavelmente passaria pela Big Ben finladesa sem notar ser uma farmácia, enquanto, numa Droga Raia, por exemplo, já entraria de cara e já tentaria uma mímica qualquer pra comprar o remédio.

  10. Fabio Sevá disse:

    Muito legal o post! As farmácias sempre foram extremamente conservadoras com suas linguagens visuais. Não sei se por medo dos empresários, ou por falta de capacidade dos profissionais em provocar a mudança… nao vem ao caso agora. Mas o fato é que em muitas delas, os remédios já não são mais a principal atividade.

    A Onofre (http://www.onofre.com.br) e a Drogaria Iporanga (http://www.iporanga.com.br/) são bons exemplos de redes que adequaram suas identidades à essa nova realidade.

    Outra que fez um trabalho legal que acaba de ser lançado é a Drogaria Iguatemi: http://ow.ly/2akaj

    Abs!

  11. Gerhard Schlee disse:

    Momento Pentelho:

    Olhem para a última imagem do posts, a foto com a marca aplicada numa pasta e num porta-cartão de visita (eu acho)

    Dêem uma olhada na interação, no espaço entre o símbolo e o “A” do logotipo, e no tom de verde utilizado, que difere do verde das imagens anteriores. Tosco, não? Seriam estudos da marca, enquanto esta estava em desenvolvimento, ou chinelagem mesmo?

    • Fabio Sevá disse:

      nao sei se é chinelagem não… está me parecendo que o verde está impresso sobre um material transparente que compoe com o texto ARCE quando a pasta está fechada.

      Dá para ver que a capa fechada está fora do “registro”. E esse mesmo deslocamento coincide com o da cor verde. Não parece?

    • Daniel Cotrim disse:

      Não tem como saber pois a imagem postada aqui está em RGB e ainda pode ter passado por algum tipo de tratamento de brilho / contraste. para saber isso só com o material impresso nas mãos.

    • Ronilson Marques disse:

      Oha isso tá parecendo mais uma pasta de por documentos na cor branca, sendo que à sua superfície tem é um pouco rugosa, já em relação a cor, com certeza ouve algum tipo de erro na sua escala pantone, não consultaram o manual da marca antes de fazer tal trabalho..

  12. Ronilson Marques disse:

    Concordo plenamente, acho que o maior motivo de todas as logos de farmácia terem a mesma cara é o medo de passar despercebidas no mercado, sendo que a visão desses comerciante ainda não estão voltada para o mundo do marketing que vivemos hoje.
    Apesar de não concordar com as vários forma de aplicação da marca como a (arce farmácia)

  13. […] para farmácias e mostrei um projeto muit bacana feito na Espanha. Na mesma pegada desse artigo (quem não leu, só clicar!) mostro pra vocês um projeto da Ptarmark para um […]

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