LOGOBR 3 ANOS: Hugo Kovadloff

maio 2, 2011

Aloha!

Com muito prazer, no próximo dia 5 o LOGOBR completará 3 anos de vida. Muito trabalho, contratempos, posts e pesquisas. Mas principalmente, muitas conversas enriquecedoras. E esse sempre foi e continuará sendo o objetivo desse site: disseminar conhecimento.

Agradeço, primeiramente a Deus, e depois a todos vocês que passam por aqui. Vocês são a razão desse site ainda estar vivo, obrigado pelas cobranças, pelos elogios e principalmente pelas críticas. Saibam que é um prazer fazer parte disso. E que venham muitos anos! 🙂

E, diferente do que (não) fizemos ano passado, iremos ter um mês de comemorações. Posts especiais e sorteios todas as semanas. Por isso, estejam atentos. E primeiro sorteio começa agora.

O workshop

A Penso Eventos está organizando um workshop com Hugo Kovadloff para o mês de maio.

Hugo foi diretor da SAO por 10 anos, antiga divisão de design da DPZ; já trabalhou na NewcommBates (grupo de Roberto Justus) e hoje é diretor de criação na equipe de branding do GAD.

Kovadloff apresentará todo o processo de concepção, criação e implementação de marcas e a metodologia utilizada pelo Gad’ para o desenvolvimento de projetos de branding. Claro, Ipiranga Química, CPFL Cultura e Vasp então entre os clientes que Kovadloff atendeu.

O workshop vai acontecer nos dias 13 e 14 de maio em Sorocaba/SP no hotel Shelton Inn. Para todas as informações, incluindo inscrições (se quiser garantir uma das limitadas vagas), basta acessar o site do evento. As inscrições terminam dia 8.

O sorteio

E o LOGOBR em parceria com a Penso Eventos sorteará um ingresso entre nosso leitores em comemoração aos 3 anos do site. Para concorrer, baste ler o curtíssimo regulamento, tuitar e torcer!

O regulamento: leia e participe!

1- Apenas UM tuite já é necessário para participar do sorteio. Tuitar a mensagem várias vezes não aumenta suas chances. A repetição de tuites e links são uma violação as Regras de Uso do Twitter, além de comprometer a qualidade dos termos na busca;

2- Esse sorteio irá conceder ao ganhador um ingresso para o workshop ministrado por Hugo Kovadloff nos dias 13 e 14 de maio no Shelton Inn em Sorocaba. Evento organizado pela Penso Eventos.

3- Para concorrer ao ingresso é necessário seguir o @LOGOBR e @pensoeventos no Twitter e tuitar a frase:

Eu sigo o @LOGOBR e @pensoeventos e vou ganhar o ingresso para o workshop com Hugo Kovadloff do GAD! http://migre.me/4pT7K

4- Os tuites deverão ser enviados até às 15h (horário de Brasília) da próxima quinta-feira (05 de maio de 2011);

5- Os tuites recebidos após a data e o horário acima estabelecidos estarão automaticamente desclassificados;

6- O resultado será anunciado logo após, com o ganhador sendo citado nos perfis @LOGOBR e @PensoEventos e posteriormente, com tudo confirmado, atualizaremos esse post com o link do sorteio;

7- Se o ganhador não estiver seguindo os perfis @LOGOBR e @PensoEventos será automaticamente desclassificado e um novo sorteio será realizado;

8- O ganhador, após anunciado, deverá enviar um email para eventos@pensodesign.com.br para concretização do sorteio e envio de dados do ganhador;

9- O prêmio se resumi ao ingresso para o workshop. Transporte até Sorocaba e/ou local do evento, estadia no hotel, alimentação ou quaisquer outros gastos são por conta do participante;

10- Em nenhuma hipótese os ganhadores poderão receber o valor do prêmio em dinheiro ou trocá-lo por qualquer outro tipo de bem;

11- A vaga no workshop será destinada ao dono do perfil sorteado, não podendo ser repassada, em nenhuma hipótese, para terceiros;

12- O(a) vencedor(a) do concurso autoriza o uso do seu nome nos materiais de divulgação (fotos, citações via twitter e blog) da promoção e do curso sem ônus de espécie alguma para os seus organizadores;

13- Ao tuitar a mensagem da promoção, o participante estará concordando tacitamente com todas as normas contidas no presente regulamento e revogando quaisquer disposições contrárias.

Boa sorte!

O ganhador

E o vencedor desse primeiro sorteio foi Renan Bolonha. Parabéns rapaz! Aqui o link do sorteio.



Entrevista: Renata Graw

janeiro 19, 2011

Aloha!

Para edição #34 da revista abcDesign, tive o prazer e a honra de entrevistar a designer brasileira Renata Graw. Porém, parte da nossa conversa não foi publicada (ficou muito grande, pra variar), por isso vamos colocar todo o bate-papo na íntegra aqui no LOGOBR.

A introdução é da Mariana Di Addario Guimarães.

A designer carioca Renata Graw, um mês depois de graduar-se em Desenho Industrial pela PUC-Rio, começou a trabalhar no respeitadíssimo escritório Ana Couto Design. Depois dessa grande escola, como ela mesma definiu a experiência, resolveu aventurar-se em Chicago. Lá montou o escritório Plural, com o qual conseguiu reconhecimento de algumas das mais importantes instituições do design gráfico, entre elas Art Director Club, Communication Arts Magazine, Print Maganize, How Magazine, Type Director Club e AIGA.

Durante um curso de verão na Universidade da Basileia, na Suíça, quando teve a oportunidade de estudar com o grande designer e tipógrafo Wolfgang Weingert, conseguiu decidir-se sobre onde estudar o sonhado mestrado em design. E foi na sua já morada Chicago que ela optou por estudar com Philip Burton, também ex-aluno de Weingert.

Hoje, ela está começando sua carreira acadêmica como professora na UIC, aproveitando a oportunidade que a Universidade de Illinois dá aos mestrandos. Além disso, Graw está envolvida com eventos da AIGA na cidade e ainda encontra tempo para realizar trabalhos de design voluntários para instituições como The Arts of Life e Public Media Institute, além de cuidar, junto com os sócios, dos trabalhos da Plural. Nesta edição do Design Sem Fronteiras (revista abcDesign), com participação especial do designer e blogueiro Daniel Campos como entrevistador, Graw fala sobre a visão de design e trabalho adquirida em sua experiência internacional.

1) Como era sua atividade com o Design Gráfico no Brasil, antes de ir para os EUA?
Eu me formei em Desenho de Produto. Um mês depois de terminar o bacharelado, fui trabalhar no escritório Ana Couto Design como designer gráfica. O escritório da Ana foi uma escola pra mim, aprendi muito com a equipe.

2) O que te levou a estudar fora do Brasil e por que decidiu fazer um mestrado em Design Gráfico?
Eu já estava morando em Chicago há um tempo quando resolvi fazer o mestrado. Na verdade, sempre quis fazer mestrado em Design, mas a decisão sobre a escola veio durante o curso de verão na Suíça com Wolfgang Weingart. Numa visita ao arquivo do Weingart, ele apresentou o trabalho de um ex-aluno seu. Era um estudo tipográfico em forma de livro como eu nunca havia visto. Quando ele fechou o livro, eu procurei o autor e reconheci o nome: Philip Burton, um professor da Universidade de Illinois em Chicago (UIC). Como mudar para a Suíça não estava nos meus planos, apliquei para estudar na UIC com o professor Burton.

3) Qual foi o tema da sua tese? Por que esse tema?
Meu tema foi desenhar uma fonte para a cidade de Chicago para ser usada especificamente durante as Olimpíadas de 2016 (que aliás será na minha cidade natal, o Rio!) Eu estava muito interessada nas questões de espaço-tempo no design gráfico. Geralmente designers querem atingir a atemporalidade; eu quis explorar a possibilidade de associar um lugar e momento histórico ao design da fonte. Queria fazer o exercício de tradução de um lugar específico, capturando o espírito e qualidades do lugar e traduzindo-os para a fonte.

4) Lemos constantemente que a diferença entre o ensino, aulas, professores e instituições no Brasil e EUA (e demais países que investem em educação) é gritante. Mas como é isso na prática?
Assim como no Brasil, existem muitas escolas superiores de design nos EUA. As melhores escolas geralmente são mais caras e têm mais candidatos, tornando o processo de seleção mais competitivo. Essas escolas produzem mais “talentos”, melhores portfólios e têm um número maior de pessoas entrando no mercado de trabalho. A faculdade aqui é muitas vezes vista como um investimento na carreira. As melhores escolas têm mais acesso a melhores professores e muitas vezes a melhores equipamentos.

5) Você estudou com Wolfgang Weingart na Suíça. Como foi isso? Por que a Suíça e por que Weingart?
A pergunta é por que não. Weingart é um grande professor de tipografia. Infelizmente ele já se aposentou da escola de design da Basileia. Quando vi que ele estava oferecendo cursos de verão, não tive dúvida, apliquei. Tudo que tinha aprendido antes de estudar com Weingart tinha sido na prática, trabalhando com design, então eu não podia deixar passar uma oportunidade dessas.

6) O livro History of Graphic Design, de Philip B. Meegs e Alston W. Purvis (História do Design Gráfico Ed. CosacNaify no Brasil), diz que Weingart defende o “enfoque Gutenberg” na comunicação gráfica: os  designers, como os primeiros tipógrafos, devem envolver-se em todos os aspectos do processo (conceito, composição, produção, pré-impressão e impressão) para garantir a realização do seu ponto de vista. Você, como aluna dele, acredita e trabalha com esse enfoque?
Eu acredito que é muito importante entender os processos de produção para atingir um bom resultado em qualquer projeto. Mas também acredito que a brincadeira e experimentação são fundamentais para o design. Às vezes, um designer que não sabe o que está fazendo tem um resultado muito bom, porque não conhece as restrições do meio.

7) Paula Scher (que aliás refutava o Estilo Internacional), em palestra aqui no Brasil em abril de 2010, disse que ela mesma conversa com o cliente, faz o briefing e que apresenta seus trabalhos. Tal visão do processo de trabalho no design, tanto da Paula como de Weigart, é quase impraticável dentro da maioria dos estúdios/agências brasileiras. Isso acontece por diversos motivos, mas o principal talvez seja a estrutura dessas empresas (prospecção, atendimento, criação, produção, etc.) Você acredita que para trabalhar da forma pregada por Paula e Weigart, é preciso ter um nome forte no mercado? Como as empresas/profissionais poderiam aderir a esse “enfoque Gutenberg”?
Paula Scher, no primeiro capítulo de seu livro “Make it bigger”, conta que no começo de sua carreira seus trabalhos passavam por muitas mudanças antes de serem aprovados. Nesse processo ela descobriu que se ela mostrasse o trabalho para a pessoa certa dentro da hierarquia, o layout seria aprovado imediatamente. Ninguém quer passar tempo discutindo os detalhes dos projetos – ou você acerta logo de cara ou o projeto se torna uma negociação dos pequenos detalhes. Quanto mais pessoas envolvidas, maior o nível de detalhe a ser negociado, o que muitas vezes coloca em risco a ideia principal.

8 ) Ainda citando o livro de Philip B. Meegs e Alston W. Purvis, Weigart pensa, desde 1968, quando se tornou professor na Escola da Basiléia, que talvez o Estilo Internacional tenha sido tão refinado e dominante em todo o  mundo que entrou numa fase anêmica. Compartilha dessa visão também? Por quê?
Weingar me disse pessoalmente que quando ele começou a dar aula na Escola da Basileia ele queria “colocar fogo na pedagogia de Emil Ruder e Armin Hoffman”. O Estilo Internacional acredita na objetividade e na simplicidade do design. Weingart é muito mais subjetivo que Hoffman e Ruder. Eu acredito que o “estilo internacional” foi um momento importante no contexto das artes e da arquitetura. Em 1968, quando ele começou a dar aulas, o mundo já estava mudando, o modernismo já não era uma ideia totalmente nova.

9) O que aprendeu de mais valioso na Suíça?
Aprendi a experimentar usando restrições. Quando você faz o mesmo exercício, nas primeiras 10 ou 15 vezes seu trabalho sai todo meio igual. Depois de 20 ou 30 vezes ele começa a mudar, o cérebro vai achando novas maneiras de representar o mesmo conteúdo de formas diferentes.

10) Hoje você também é professora de tipografia e design na Universade de Illinois em Chigado. Como e por que partiu para a carreira acadêmica?
Na verdade, eu sou professora adjunta, não sou parte do quadro. Durante o mestrado comecei a carreira acadêmica. A UIC oferece essa oportunidade para os alunos de mestrado e eu aproveitei. 

11) Como é o programa pedagógico da UIC em relação ao Design?
Todos os professores do quadro da UIC fizeram mestrado na Basileia ou em Yale, portanto a pedagogia segue um formalismo tipográfico e restrito. O curso de bachalerado tem um enfoque em forma e tipografia. Já no curso de mestrado, o enfoque é mais experimental e conceitual.

12) Como você prepara e ministra suas aulas? A Universidade dá liberdade nesse processo?
A universidade me dá liberdade nas aulas desde que os alunos aprendam o currículo que deve ser ensinado naquela matéria. Eu defino meus exercícios e em reuniões com os professores apresento minhas ideias. Ainda não tive exercício vetado.

13) Alguns dizem que compensa muito mais fazer cursos de pós-graduação fora do Brasil do que aqui, principalmente se for levada em consideração a relação de custos X benefícios (experiência, networking, nova cultura, novas possibilidades). Você concorda com isso? Por quê?
Não tenho certeza, é dificil responder sem ter a experiência do Brasil. Mas posso afirmar que o networking da universidade ajudou muito no sucesso da minha empresa. O importante é fazer o mestrado numa escola em que você acredita.

14) Ericson Straub diz que para se fundar uma empresa deve-se acreditar em algo. O que motivou você a abrir a Plural?
Acredito, como a Paula Scher, que o autor deve defender sua obra. Cansei de trabalhar em agências onde meu trabalho era picotado em partes por outras pessoas. A relação “commisioner x designer” é muito importante pra mim. Se o diálogo tem ruído, o processo se complica.

15) Como foram os primeiros jobs da Plural? E para você, pessoalmente, como foi (re)começar a carreira num país estrangeiro?
Recomeçar foi ótimo, muito melhor do que começar. Quando eu vim para Chicago, não tinha contatos, não conhecia a cidade. É muito dificil engressar num mercado totalmente novo. Depois do mestrado eu tive muitas indicações de professores e amigos na cidade. O networking realmente ajudou.

16) Sem querer partir para clichês (de minha parte), o que diferencia a Plural dos outros estúdios de design?
Na Plural acreditamos que a solução deve partir do conteúdo. Não queremos vender estilo, queremos vender ideias e processo de criação.

17) Algo que fica claro ao se apreciar o portfólio da Plural, mesmo que rapidamente, é o gosto pela experimentação que o estúdio possui (talvez herança de Weigart). Você acredita na experimentação como motor da inovação?
Acredito. Na Plural estamos sempre experimentado, brincando, sem medo de errar.

18) E os clientes da Plural, como é a relação com eles?
Depende do cliente. Temos clientes que nos deixam pirar, experimentar à vontade, outros gostam de controlar o processo.

19) Deixam o estúdio trabalhar? Não são do tipo “diretor de arte”?
Todo cliente é diretor de arte. Na Plural nós acreditamos na colaboração. O cliente geralmente dá opinião quando a solução não está satisfatória. O importante é descobrir por quê, e ajustar. Estamos abertos a ideias e questionamentos. Mas também sabemos que nós somos os especialistas e deixamos claro para o cliente que ele está nos pagando por esse know how.

20) No Brasil se atrela muito o título Diretor de Arte com Publicitário. Deixando esse fato brasileiro de lado, existe design gráfico sem direção de arte? Todo designer é (ou deveria ser) um diretor de arte?
Na verdade acho essa onda de títulos uma formalidade sem sentido. Na Plural todo mundo faz tudo, não temos títulos nos nossos cartões de visita.

21) Renata, você poderia comentar sobre alguns projetos que você considere primordiais na sua história e do estúdio?

Whistler Project
No ano passado fizemos uma instalação na vitrine do Whistler, um bar em Chicago. O brief era bem simples: “a vitrine é de vocês por dois meses, façam dela o que quiserem”. Não estávamos interessados em trazer um projeto pronto e encher o espaço. Acreditamos que o projeto deve sempre ser “site specific”, refletindo a colaboração entre “commisioner” e “designer”.

A solução veio depois de várias visitas ao local. Nós fotografamos todos os objetos encontrados no bar, tomando cuidado para não perdermos o senso de escala entre eles. Depois os reproduzimos em uma coleção de silhuetas pretas cortadas em vinil, mantendo a escala 1:1 dos objetos. A vitrine se transformou numa coleção de formas que poderiam ser encontradas no bar (todos os objetos inanimados do lugar).
Atrás da aplicação de vinil, nas janelas, fizemos uma instalação interativa: um microfone capturava o som ambiente do bar e, de acordo com o nível do barulho, uma luz projetada mudava de azul para vermelho passando por um spectrum de cores. A luz traduzia a energia do lugar.

Uma pequena publicação explicando o processo do projeto foi distribuída gratuitamente durante a duração da instalação. Esse projeto trouxe muitos dos nossos atuais clientes, como Lumpen Magazine e Volume Gallery, que viram nossa instalação no bar e nos acharam. Aliás, o Whistler também virou cliente da Plural. O vídeo da instalação pode ser visto abaixo.

 

The Whistler Installation from Plural on Vimeo.

http://weareplural.com/#whistlervideo
http://weareplural.com/#whistler

Logotipo: Isabela Capeto
Esse não é um projeto da Plural por si, mas considero fundamental para a minha carreira como designer. Fiz o logo para a Isabela Capeto de Chicago, em 2003. Isabela é amiga de infância e me pediu que eu fizesse o logo da marca que ela estava lançando. Nessa época eu estava trabalhando para uma agência grande em Chicago, minhas ideias não iam muito longe.

A marca apareceu pra mim quase que instantaneamente: uma boneca com cara de botão. Minha memória da Isabela era sempre desenhando bonecas. Fiz a minha interpretação da boneca, e ela aprovou. A tipografia foi mais demorada, ela me pediu um script mas eu não gostei muito da ideia, procurei muitos scripts e não achei nada que se encaixase com ela. Aí um dia abri um bilhete escrito por ela e vi a personalidade da Isabela na minha frente, a caligrafia da Isabela foi inspiração para a tipografia. A marca teve uma afinidade instantânea com o público da loja e virou chaveiro, estampa de roupa, vidro de perfume, estampa de carro. Foi a primeira vez que eu submeti um trabalho meu para um concurso de revista (Communication Arts e Print Magazine) e a marca foi publicada nas duas. O reconhecimento me deu confiança de mudar o rumo da minha carreira. Um ano depois sai da agência e fui estudar na Suíça.

22) Como você vende o trabalho da Plural? Aliás, o que você vende ao cliente: uma marca, prazo, retorno, um processo, expertise…?
Vendemos nosso processo e expertise, queremos ser consultores e não apenas vender serviço.

23) A Plural tem diversos prêmios e reconhecimento de entidades e publicações a nível mundial, entre eles Art Director Club, Eye Magazine, Print Maganize, How Magazine, Type Director Club e AIGA. Qual é o impacto que tal reconhecimento e exposição gera no estúdio?
Prêmio é importante até um certo ponto, traz reconhecimento entre outros designers e de vez em quando traz também outros trabalhos.

24) Em 2010 a Plural esteve envolvida com diversos trabalhos pro-bono. O que leva o estúdio a esses trabalhos?
O projeto pro-bono pode trazer possibilidades de experimentação. Ou pode trazer satisfação em saber que estamos participando para ajudar uma instituição que trabalha para melhorar a sociedade.
Fazemos quando acreditamos na mensagem, no colaborador ou na instituição.

25) Você nos disse que a Plural está fazendo trabalhos para clientes que viram os projetos do estúdio e se interessaram por vocês e pelo processo. Que processo é esse que atrai clientes?
Nós acreditamos que o conteúdo deve ser o gerador da solução, não vendemos estilo, vendemos o processo de tradução de conteúdo para forma.

26) Além do seu trabalho na Plural e das aulas na UIC, você desenvolve outras atividades relacionadas ao Design?
Eu estou envolvida com a AIGA aqui em Chicago, estou participando da organização da festa dos membros de 2011. Este é o maior evento anual da AIGA Chicago.

27) Como é a receptividade a designers/estudantes brasileiros no exterior?
Minha experiência sempre foi positiva.

28) Você tem algum conselho para quem deseja estudar/trabalhar com design gráfico fora do Brasil?
Nem toda escola é igual. Faça uma pesquisa sobre os professores, sobre a cidade onde vai morar. Se possível, visite pessoalmente e converse com ex-alunos. Quanto mais você souber antes de vir, melhor.

Não deixe se conhecer o portfólio completo da Plural.



Anúncios Helvetica

outubro 25, 2010

Aloha!

Não, essas imagens não são simples anúncios em Helvetica, mas sim da própria Helvetica! Foram publicados pela Linotype em 1966. As imagens são uma cortesia de Michael Herman, tiradas de seu arquivo pessoal.


Uma visão do Design

outubro 22, 2010

– por Luis Alt

Design Estratégico, Design Gráfico, Design de Embalagem, Design de Produto, Design Thinking, Design de Interação, Design Research, Design de Serviços, Design Management … Design Etc Etc Etc.

Escrever um post falando sobre as diversas áreas e abordagens do Design não é tarefa fácil. Fazer isso sem provocar ou ter alguém que discorde completamente de minha opinião muito menos. De todas formas, esse não é meu objetivo e acho válido expôr aos leitores do blog minha visão de como tudo isso se entrelaça, alinhar conhecimentos e iniciar discussões para, a partir disso, começar a escrever específicamente sobre Design Estratégico, Design Thinking e Design de Serviços. O objetivo desse post é exatamente entender as diferenças entre eles sem desmerecer nenhum tipo de design, mas sim partindo do ponto de vista que todos são extremamente importantes. Gostaria então de preencher os espaços deixados em branco no meu último post e falar rapidamente sobre cada um deles.

Design Estratégico

Trata-se da área de atuação (ou momento) em que se tomam as decisões prévias a qualquer implementação de projeto. O design estratégico não pode ser considerado uma disciplina em si, mas sim a utilização de uma abordagem para questões estratégicas, que antecedem a implementação. Por isso, quero deixar bem claro que não estou dizendo que disciplinas tradicionais de design como gráfico, produto e embalagem, por exemplo, não envolvam aspectos estratégicos. O que estou colocando é uma nova forma de ver a atividade de design, separada em uma instância de definição de diretrizes para os projetos, e outra de execução desse planejamento.

Design Tático-Operacional

Por mais discriminante que possa parecer, vejo a grande maioria das diversas disciplinas de design no Brasil atuando apenas neste pequeno espaço. O design como forma e função … estética. Trata-se daquela velha utilização do (processo de) design apenas para a criação de uma casquinha bonita e, algumas vezes a partir daí criar algum impacto estratégico, se é que isso ainda é possível no momento em que o projeto já se encontra. A verdade é que um projeto onde o design começa nessa instância, dá pouca força ou autonomia para que os profissionais possam mudar algo na estratégia. E se o faz, isso infelizmente acaba acontecendo sem todo o embasamento necessário.

Design Thinking

Provavelmente o mais comentado, mal falado e pouco compreendido de todos, eu não colocaria o Design Thinking como uma disciplina concorrente mas sim uma abordagem (para qualquer coisa.) Trata-se de uma outra forma de fazer e muito mais do que isso, de uma ampliação das fronteiras tradicionais do design, levando o “pensar” com empatia, colaboração e experimentação a projetos em contextos mais complexos e que acabam tendo aplicações extramamente variadas. Falarei bastante sobre esse assunto nos próximos posts.

Design Management

Muito confundido com o Design Estratégico, a verdade é que o “Design Management” ou simplesmente Gestão do Design é o que o termo diz. Claro que envolve estratégia, mas também envolve operação. Tradicionalmente, a disciplina teve seu início para suprir as necessidades das empresas de ter alguém responsável por todo o processo de design internamente. O objetivo, simples assim, é se certificar que as estratégias do negócio sejam traduzidas e materializadas com a utilização do design e que, internamente, a empresa entenda e construa em cima desse valor agregado da abordagem do design. Resumindo, gestão de design só existe para garantir que exista um diálogo entre essas duas partes que não costumam se entender, fazendo com que projetos permaneçam dentro de sua estratégia e sejam efetivamente implementados com sucesso.

Para finalizar, acredito que é importante colocar antes de qualquer outro post meu, minha maneira de ver cada forma de atuação, mais do que cada disciplina, pois vemos em nossas aulas e palestras muitas pessoas sem entender muito bem quais as diferenças entre design thinking, design estratégico e design management, por exemplo. Particularmente não sou muito fã de ficar tentando definir as coisas, acredito muito no poder da semântica, mas vejo nesse post um importante começo para tudo que tenho a escrever daqui para a frente.


Behance, o melhor portfólio

outubro 14, 2010

Aloha!

Há pouco mais de um ano, o LOGOBR levou ao ar um artigo com dicas para portfólios impressos e digitais, escrito por mim (Daniel) e pela designer Cítia Stela. E hoje quero falar específicamente sobre uma das ferramentas que apresentamos da outra vez, por dois motivos.

Motivo 1: o serviço

O Behance Network é um dos serviços do Behance, empresa que ofecere produtos e serviços que buscam facilitar a vida dos designers. O Behance.net é uma das maiores plataformas do mundo quando se trata de portfólios para profissionais criativos. Para você ter uma idéia, eles tem parcerias com: AIGA, TED, The Design Observer Group, ADC, Adobe e outros.

Para ter sua conta na rede, basta você se inscrever e aguardar o link de aprovação. No Bahance.net não existe limite de fotos, uploads, customização ou qualquer tipo de limitação. Ele permite embedar videos de diversos sites, textos com hiperlink, imagen e PDFs do Issuu. E o mais bacana: é totalmente free.

Ai talvez você diga “mas tem muitos outros sites para portfólios que fazem a mesma coisa”. De fato. Contudo o embaixador do Behance no Brasil, Felipe Tofani, mostra rapidamente o diferencial da rede:

O Behance tem duas coisas que acho muito interessante. Uma delas é a forma de frame viewo, o que facilita a visualização do mesmo como portfólio (e não como página de rede social). A outra é o lado social do site. A ideia é criar uma comunidade de cooperação. Por isso que foi criado um programa de embaixadores em diversos países, para que a interação entre os usuários se torne ainda maior e num ambito mais interessante.

Esse frame view permite que você envie seu portfólio para seus clientes, propects e sua mamãe de forma mais limpa e direta do que é a sua visualização orginal, que mostra contatos, comentários e outros serviços do viés “rede social” do site, algo que não é tão interessante para quem não está na rede. Para isso, basta colocar /frame na frente da URL do seu perfil (http://behance.net/SeuPerfil/frame).

Motivo 2: The Served Sites

Por volta de um ano atrás, o Behance teve a excelênte idéia de criar um depósito para os melhores trabalhos postados na rede, assim nascia o The Served. Dez sites mostrando trabalhos de Branding, Digital Art, Fashion Design, Illustration, Industrial Design, Motion Graphics, Photography, Toy Design, Typography e Web Design. Uma fonte de referências e, claro, ótima mídia para quem tem algum trabalho garimpado pela curadoria de Oscar Ramos Orozco.

Se tiver alguma dica a mais, mesmo sendo de outros serviços, coloca nos comentários. 🙂