Anúncios Helvetica

outubro 25, 2010

Aloha!

Não, essas imagens não são simples anúncios em Helvetica, mas sim da própria Helvetica! Foram publicados pela Linotype em 1966. As imagens são uma cortesia de Michael Herman, tiradas de seu arquivo pessoal.


Aktiv: The Helvetica Killer?

julho 13, 2010

Aloha!

Há 6 semanas o mundo da tipografia mundial foi abalado por uma fonte que de credencia a ser a Helvetica Killer. Estamos falando da Aktiv Grotesk, último lançamento da foundry Dalton Maag. A DaMa chamou um de seus designers, o brasileiro Fábio Haag, para a dificultosa tarefa. Fábio aceitou o convite do LOGOBR para falar sobre a Aktiv e seu processo de criação, que está intrisicamente ligado as suas pretenções.

LOGOBR – Você poderia, primeiramente, nos explicar o que é um fonte grotesk?

FÁBIO HAAG – As fontes ditas ‘grotescas’ pertencem a um dos primeiros estilos de tipografias sem serifas difundidos em larga escala. O termo ‘grotesco’ foi utilizado pela primeira vez em 1832, por William Thorowgood, da Fann Street Foundry; embora letras sem serifas já existissem previamente e na história antiga já em 500 a.C. Imagine que você vive em um período onde a grande maioria das tipografias são serifadas. Ao se deparar com uma com as serifas removidas, o termo ‘grotesco’ como adjetivo começa a fazer sentido.
Apesar de sua origem distante, o estilo popularizou-se de fato nos últimos 50 anos, com designers e usuários finais as escolhendo por sua neutralidade, estilo contemporâneo, utilitário e sério. Além disso, essa neutralidade permite a sua aplicação em uma variedade de contextos e mídias. Algumas das sem serifas grotescas mais populares são a Helvetica, Arial e Univers.


De onde surgiu a idéia de começar um projeto de uma grotesk?

O briefing veio do nosso Diretor de Criação Bruno Maag. Há anos ele critica o uso indiscriminado da Helvetica por designers que a utilizam para toda e qualquer ocasião, sem refletir a respeito. Além disso, uma alternativa às fontes grotescas famosas seria muito bem vinda em nossa biblioteca de fontes exclusivas – não tínhamos nada neste sentido.

O briefing resumia-se em projetar uma tipografia sem serifas grotesca com uma visão contemporânea, repensando detalhes e inovando onde fosse possível, porém, sem jamais perder de vista a funcionalidade e o tom de voz de tipografias como a Helvetica e a Arial.

Designers que utilizam a Helvetica para tudo precisam dar-se conta de que, utilizar a Helvetica hoje não é a mesma coisa do que foi utilizar a Helvetica nas décadas de 60, 70 e 80, quando ela se popularizou. Naquela época, várias identidades visuais eram modernizadas apenas tendo seus nomes escritos em Helvetica; era o que bastava para revitalizarem suas identidades visuais. A da American Airlines, por exemplo, criada em 1967 por Massimo Vignelli, continua assim. Mas é preciso perceber que o espírito modernista e de contemporaneidade que tornou essa tipografia um sucesso naquela época não funciona hoje. Para a nossa Aktiv Grotesk, era preciso repensar o estilo grotesco, com olhos atuais, para manter o mesmo impacto que consagrou este estilo 50 anos atrás. O pesquisador Rafael Cardoso me disse, certa vez, que ‘é preciso mudar para permanecer igual’, neste caso, podemos concluir que as grotescas não causam o mesmo impacto no mundo de hoje porque o mundo mudou; elas por sua vez precisam mudar, para permanecerem iguais, com o mesmo propósito o qual vieram ao mundo.

Com este pensamento, criamos uma tipografia de estilo grotesco com olhos no presente. Existem inúmeras outras interpretações do estilo. Outro acréscimo muito recente foi a Founders Grotesk do talentoso Kris Sowersby (de quem o LOGOBR postou o sketchbook aqui)– esta interpretação, por sua vez, é mais fiel à história do estilo e tem um clima mais ‘retro’ e industrial, eu diria. São diferentes abordagens a um mesmo tema.

A Akitv Grotesk é sua obra-prima? (O Fábio já lançou outros tipos, como a Foco, que está sendo usado no redesign do LOGOBR.)

De certa forma, acredito que sim. Ela foi projetada por mim, com consultoria do Diretor de Criação Bruno Maag e do Designer Sênior Ron Carpenter. Tivemos discussões exaustivas sobre cada detalhe, ponderamos e testamos inúmeras abordagens para determinados caracteres e sempre testamos a nossa Aktiv Grotesk comparando-a com as grotescas famosas, até que a nossa interpretação deste estilo fosse superior, na nossa opinião pessoal, em vários aspectos. O nível de refinamento minucioso que foi aplicado na Aktiv Grotesk é gigantesco. Além disso, foi um desafio criar algo novo com tantas restrições – não podíamos perder de vista o tom de voz da Helvetica e da Arial.  Ao comparar a Aktiv com a Helvetica, Arial e Univers, após 6 meses de trabalho quase ininterrupto dedicados à Aktiv Grotesk, estou muito satisfeito com o resultado.

Porque comprar a Akitv Grotesk?

O tom de voz neutro do estilo da Aktiv Grotesk, com um toque de contemporaneidade, pode ser utilizado em uma série de aplicações, tornando-a uma tipografia extremamente útil.
Compare a Aktiv Grotesk com as demais grotescas de seu acervo e verá que ela é uma interpretação moderna e de alta qualidade de um estilo cuja popularidade já foi testada pelo tempo.

Ali em cima você comenta que o Maag disse para “repensar detalhes e inovar onde fosse possível”. Como se constroi uma fonte inovadora? Vc poderia nos mostrar onde a Akitv Grotesk inova em relação as demais?

Acredito que a palavra ‘inovação’ no typedesign tenha um sentido muito mais sutil do que em qualquer outra área do design. Gerard Unger sabiamente nos adverte, ‘a tipografia evolui ao passo do leitor mais conservador’. Nesse sentido, na Aktiv Grotesk não tentamos reinventar o conceito das grotescas, e sim, executar este mesmo conceito com um olhar atual. “Repensar os detalhes” é exatamente isso. Foi muito mais um trabalho de execução primorosa do que de inovação conceitual. No conjunto, chegamos a um resultado novo, que de maneira geral é algo familiar e ao mesmo tempo inédito em seus detalhes íntimos. Observe, por exemplo, que na Aktiv Grotesk, a letra ‘a’ não possui uma terminação em curva na sua base direita, como existe, por exemplo na Helvetica. Concluímos que aquele elemento tem uma origem muito antiga, em contradição com o espírito contemporâneo pretendido nesta tipografia. Adrian Frutiger já sabia disso quando projetou sua Univers, e adotou uma leve curva na haste vertical, como também Robin Nicholas, aliás, na sua Arial. Na nossa Aktiv Grotesk, levamos este princípio ao extremo e removemos este detalhe completamente. Algumas pessoas irão argumentar que esta abordagem na letra ‘a’ reduz legibilidade; e é verdade, em teoria. No entanto, comparando a Aktiv Grotesk inclusive em tamanhos pequenos de textos verificamos que aquela terminação é desnecessária, e que o impacto visual de um acabamento limpo torna a tipografia muito mais jovem.


Agora a pergunta que alguém já deve ter feito: o que toda essa inovação trás de novo para os trabalhos dos designers/estudio/agências, visualmente falando? Essa modernidade no estilo grotesco é perceptível a quem?

Qualquer profissional com um olhar levianamente apurado para tipografia pode perceber isso. Ao analisar a imagem abaixo, por exemplo, verificamos que as letras da Aktiv Grotesk, à esquerda, nos parecem muito mais contemporâneas do que as seguintes, Helvetica e Arial. Embora isso envolva muito a opinião pessoal e sentimentos que podem variar de pessoa para pessoa, claro.

Como tem sido a recepção da Aktiv Grotesk pelo mercado, após 6 semanas de lançamento?

É muito interessante avaliar isso. A Aktiv Grotesk está dividindo a comunidade internacional de designers. Há quem a odeie e há quem a ame. No blog da revista Creative Review há uma discussão acalorada recheada inclusive de insultos pessoais ao Bruno Maag. E acreditem, nós estamos adorando tudo isso. É importante verificar na prática a força do lado emocional quando o assunto é tipografia, não apenas nós que vivemos disso todos os dias. E apesar destas duras críticas, posso lhes dizer oficialmente: a Aktiv Grotesk é a nossa fonte que mais vendeu em tão pouco tempo de vida. Um verdadeiro sucesso comercial.

Agradeço ao Fábio pela gentileza em nos dar essa entrevista. Esse já é parceiraço nosso. 🙂

Teste aqui a Aktiv Grotesk. O que achou? O espaço para perguntas está mais que aberto, o Haag está doido pra abrir uma super discussão aqui sobre Aktiv, Helvetica, Univers, Arial, grotesks, compra de fontes, typedesign…


Você precisa de uma fonte?

abril 22, 2010

Aloha!

Quantas vezes você já se pegou perguntando “que fonte devo usar”? Talvez algumas. Os que conhecem um pouco de tipografia consultam a si próprios, outros a livros, blogs, tarô, os astros e os deuses do Design; outros olham todas as páginas do FontBook e alguns até apelam para o famoso e infalível “minha-mãe-mandou-eu-escolher-esse-daqui”. Claro, se nada dá certo: Helvetica.

(Brincadeiras a parte) O estudante e designer dinamarquês Julian Hansen pegou toda sua lógica nas escolhas tipográficas e transformou em um infográfico muito bacana e divertidíssimo. Veja o que ele mesmo diz sobre seu trabalho:

So you need a typeface é um meio alternativo de escolher fontes (ou somente se inspirar) para um projeto específico além daquela olhada nas páginas e páginas do FontBook. Esta lista (imprecisa) é baseada nas 50 primeiras fontes do Top 100 Best Schrieften by Font Shop.

É muito grande pra se comentar todo aqui, mas eu não poderia deixar de indicar: achem os caminhos para a Comic Sans e para a OCR. Ambos, hilários. 😉

Dica do Alexandre Bassora


Livro: Helvetica e NYC metrô

dezembro 12, 2009

Aloha!

Talvez uma das mais audaciosas cartadas do LogoBR foi entrar em contato com Paul Shaw para pedir autorização para traduzir um de seus artigos publicados no site da AIGA. Deu certo e acabou sendo um dos artigos mais lidos e linkados do blog.

E essa semana recebi a notícia que esse excelente artigo (que está mais para um dossiê) resultou num livro, onde toda a pesquisa de Paul não foi apenas resumida mas transcrita na sua totalidade, incluindo mais de 250 imagens, muitas delas que não foram vistas ainda.

O que me deixou mais extasiado em comprar (não sei ainda com que dinheiro, mas vamos lá! =) essa dondoca foi as palavras de Ellen Lupton a respeito dele:

“No decorrer do livro, o leitor aprenderá muito sobre tipografia, sistemas de sinais e sobre NYC (…)”

A tiragem do livro é limitada (500 cópias) e, até a última vez que falei com Paul, restavam apenas 275. Se você o quer, essa é a hora. E para quem não conhece a história ou gostaria de conhecer o que vai encontrar nesse livro, leia o artigo do Paul que foi postado aqui no LogoBR.

Mais uma vez, quero agradecer ao Paul por nos ter dado essa honra e mais ainda por citadar e linkar o LogoBR na página oficial do livro. Thank you Paul for all.

Ai vão mais algumas imagens desse tesouro:

Para mais infos e compra, acesse o site oficial. Sobre Paul Shaw: blog e fontes dele no MyFonts.


Helvetica vrs. Arial: Definitivo

setembro 30, 2009

Aloha!

Ontem no Twitter rolou o link para de um teste para saber se você conhece a Helvetica e seu clore, Arial, e como identificar suas sutis e poucas, mas brutais, diferenças.

O cara pegou 20 logotipos feitos originalmente em Helvetica e os refez em Arial. O seu desafio é descobrir qual é o original (em Helvetica).

Como a parada foi um sucesso, resolvi publicar aqui no LogoBR para fazermos um comparativo e ver qual logotipo foi o mais difícil de identificar e o mais fácil. Depois quem sabe não fazemos um artigo para comentar um a um. Seria show.

O desafio é o seguinte: corre lá, faz o teste e depois vem aqui dizer seu resultado e, se errou quais foram. Eu gabaritei (#TypeManiaco) 😀

testeCréditos da imagem: SwissMiss

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Agora que você já fez o teste pode ver o quanto seus olhos são apurados. Como o LogoBR tem a vocação pra paizão, vai abaixo um super útil e direto resumo sobre as poucas, mas brutais, diferenças em alguns caracteres das duas fontes. Pra mim, essas pouquíssimas diferenças é o que fazem da cópia horrível (principalmente o R) 😉

Isso foi feito e publicado por esse cara e replicado no excelente SwissMiss.

helveticaxArial


Wollner e a formação do design no Brasil

setembro 14, 2009

Aloha!

O pessoal que segue o LogoBR há algum tempo no Twitter se lembra que no fim de 2008 eu estava a procura do documentário Alexandre Wollner:  e a Formação do Design no Brasil. Eu havia lido o livro (que é a transcrição do documentário) e fiquei muito ávido por assistir ao vídeo. Descobri que ele era um DVD que vinha junto com o livro, porém que tinha distribuição gratuita pela internet (o documentário).  Até entrei em contato com o André Stolarski, diretor da Tecnopop (idealizadores do projeto) porém sem sucesso.

Quase um ano depois, tive a graça de descobrir que um santo homem chamado Mauricio Campos (meu parente?) colocou esse documentário no Vimeo, na integra. Fiquei tão feliz que nem assisti ainda e já estou compratilhando aqui no LogoBR com vocês, na certeza que irão gostar. 😉

Aqui você pode comprar o livro+DVD, indispensável na biblioteca.

E ai, o que acharam do documentário?


Periodic Table of Typefaces

março 11, 2009

LEIA ESSE ARTIGO EM PORTUGUÊS

Hello!

Guys, I’ve received this link today in Tipografia group and I’ve thought awesome.


periodic_table_of_typefaces_large

It’s a “Periodic Table of Typefaces”. It show the top 100 typefaces of the world with typedesigner’s name, year designed and family and/or class.

It’s a great work. Congratulation to who designed this (I think was Squidspot Laboratoty).

Enjoy it!

Source: SquidspotTipografia