Hannes von Döhren e SupriaSans

março 3, 2011

Aloha!

Depois de algum tempo tentando finamente consegui uma entrevista com o typedesigner Hannes von Döhren, classificado pelo MyFonts como “um dos mais versáteis e prolificos designers do site”. Pra quem não conhece o cara, ele é responsável por diversos projetos, entre eles ITC Chino, FF Basic Gothic (falamos dela aqui), Livory e Brandon Grotesque. Essa última foi a tipografia escolhida para o redesign do canal Comedy Central e está em segundo lugar na lista de best-sellers do MyFonts, só perdendo pra Helvetica; na mesma lista, temos a Livory. Ou seja, um grande profissional dos nossos tempos.

Hoje vamos falar da sua recém lançada big family Supria Sans, com 36 fontes no total.

LOGOBR – O que você pensava quando desenhou a Supria Sans? Que tipos de problemas queria resolver?
Hannes von Döhen – Supria Sans é uma grande família tipográfica que consiste em 36 pesos. Ela foi criada para resolver complexos problemas de design e tem a útil clareza do design tipográfico suíço. Curvas suaves e detalhamento fino transmite um carater mais fun à Supria Sans como um todo. Ela também possui versões condensadas que são 20% mais estreitas que o peso normal. Tudo isso faz da família uma “carregadora de piano do design”.

Quais foram suas inspirações para o desenho da fonte?
Supria Sans tem um feeling claro mas único, os pequenos detalhes são visíveis numa segunda olhada e mostram outro lado do projeto. Logo, a Supria Sans não é outro clone da Helvetica, ela tem uma personalidade própria que você pode descobrir observando as letras.

FF Basic Gothic (um projeto que você lançou poucas semanas antes) teve alguma influencia sobre a Supria Sans?
Basic Gothic tem formas abertas a uma arquitetura completamente diferente. Supria é mais fun, tem itálicos femininos e uma versão oblique mais convencional. Elas têm seus campos distintos de aplicação.

O site Fonts In Use postou um artigo sobre o constante uso da Helvetica no varejo norte-americano, onde 15 dos 20 principais varejistas dos EUA usam Helvetica em sua comunicação (link). O que você pensa desse uso excessivo da Helvetica no design gráfico com um todo?
Sim, a Helvetica é usada em todo lugar. Eu acho que é a tipografia mais famosa do mundo. Ela é muito versátil e é fácil criar marcas com ela. Isso formou um mundo em torna dela mesma, o que é realmente fascinante. Gosto da clareza do visual suíço e de como os designers usam isso. Mas se seu uso é sempre o mesmo, o design pode até funcionar, mas isso se torna entediante. Nós, typedesigners, fazemos novas tipografias para dar aos graphic designers o poder de criar diferentes imagens e sensações. Se todo mundo usa Helvetica do mesmo jeito ninguém vai perceber diferenças entre as marcas. Eu gosto mais da diversidade, é o que faz tudo mais interessante.

Por que comprar a Supria Sans?
(Antes de tudo: todo cliente que comprar a Supria Sans receberá alguns posters-specimens na faixa.) Supria Sans é uma alternativa bacana a Helvetica com uma cara contemporânea. Ela tem suporte para diversos idiomas, uma tipografia profissional. Lançada exclusivamente em OpenType, essas fontes vem com small caps, 5 tipos de numerais, setas e um extenso caracter set com suporte a línguas do centro, leste e oeste europeu.

 

 

TIPO: Supria Sans
FOUNDRY: HVD
PESOS: light, regular, medium, bold, heavy, black, condensed light, condensed regular, condensed, condensed bold, condensed heavy, condensed black + respectivos itálicos e obliques.
SPECIMEN: Download PDF
PREÇO: US$50,00 / peso
PROMOÇÃO: Preço especial para compra da família completa

Fonte: Artigo originalmente publicado na abcDesign


Tipografia para vítimas das chuvas no RJ

janeiro 17, 2011

Aloha!

Estamos vivendo nos últimos dias um drama imenso. As chuvas no RJ estão levando casas, carros, cidades e vidas. Dos que sobrevivem, muitos estão ilhados, racionando comida e água. Além de nossas orações, devemos fazer algo de concreto por eles.

We are living in recent days a huge drama. The rains in Rio de Janeiro state are taking houses, cars, cities and lives. Of those who survive, many are stranded, rationing food and water. Besides our prayers, we should do something concrete for them.

Por isso, meu amigo, designer e typedesigner Daniel Justi teve uma idéia incrível: a cada R$10 doados às vítimas das chuvas aos canais oficiais, você troca por uma de suas fontes. Tem projetos fantáticos, o meu preferido é a Ataxia. Para saber todas a infos, só clicar na imagem abaixo. Ajude!

So, my friend, designer and typedesigner Daniel Justi had an awesome idea: every US$10 donated to victims of the rains to official channel, you exchange one of his typefaces. It has fantastic projects, my favorite is the Ataxia. To find all the informations about how your can donate, just click the image below. Help!

Update

O Ricardo Esteves, outro parceiro nosso e typedesigner, adotou o mesmo estilo de doação. Clique na imagem para saber como doar e receber suas fontes do Ricardo Esteves.

Ricardo Esteves, another typedesigner adopted the same style of giving. Click the image to learn how to donate and receive the typefaces Ricardo Esteves.



Specimen by Henry Caslon

dezembro 29, 2010

Aloha!

Esse post não estava nos planos, mas como o documento pede tal quebra de pauta, ai vamos nós.

William Caslon foi um dos maiores fundidores de tipos que a Europa teve no século XVIII. Seu tipos não eram revolucinários no que tange a forma ou mesmo tido como elegantes, mas tinham altíssima legibilidade. Entre 1720 e 1780, praticamente toda a impressão inglesa usava fontes Caslon e esses tipos acompanharam o colonialismo inglês pelo planeta. Para você ter idéia, um tal impressor conhecido como Benjamin Franklin colocou os tipos Caslon nas colônias norte-americanas, onde foram amplamente usados, chegando a serem os tipos da versão impressa ofical da Declaração de Independência.

Seus descendentes deram continuidade aos negócios tipográficos, e entre eles estava Henry Caslon, irmão de William Caslon III. (Essa foi a única informação que encontrei sobre Henry Caslon. Aos amigos typefreaks pesquisadores, deixo os comentários abertos para qualquer correção e/ou adição de infomações.)

Pois bem, hoje recebi por email uma jóia: um specimen de 1841 feito por Henry Caslon. Impressões gigantes e em blocos de texto em tipos romanos, italicos, blackletters, script, serifados e também sans-serif! Tem também ornamentos lineares, de canto de página, arredondados, réguas e brasões. Um catálogo completo.

São quase 600 páginas digitalizadas, prontas para serem apreciadas, pesquisadas e degustadas. E o melhor: o download do PDF está liberado. Basta clicar na imagem abaixo e lá no Google Books tem o botão para download. Pra você ter noção da preciosidade, encontrei uma versão original dele impressa para venda: US$ 4.500,00.

Fonte (William Caslon I): A História do Design Gráfico – Philip B. Meggs – Ed. CosacNaify



Você precisa de uma fonte?

abril 22, 2010

Aloha!

Quantas vezes você já se pegou perguntando “que fonte devo usar”? Talvez algumas. Os que conhecem um pouco de tipografia consultam a si próprios, outros a livros, blogs, tarô, os astros e os deuses do Design; outros olham todas as páginas do FontBook e alguns até apelam para o famoso e infalível “minha-mãe-mandou-eu-escolher-esse-daqui”. Claro, se nada dá certo: Helvetica.

(Brincadeiras a parte) O estudante e designer dinamarquês Julian Hansen pegou toda sua lógica nas escolhas tipográficas e transformou em um infográfico muito bacana e divertidíssimo. Veja o que ele mesmo diz sobre seu trabalho:

So you need a typeface é um meio alternativo de escolher fontes (ou somente se inspirar) para um projeto específico além daquela olhada nas páginas e páginas do FontBook. Esta lista (imprecisa) é baseada nas 50 primeiras fontes do Top 100 Best Schrieften by Font Shop.

É muito grande pra se comentar todo aqui, mas eu não poderia deixar de indicar: achem os caminhos para a Comic Sans e para a OCR. Ambos, hilários. 😉

Dica do Alexandre Bassora


Unique Types

janeiro 2, 2010

Aloha!

Antes de mais nada, desejo feliz 2010 a todos nós! 🙂

Ano passado, em outubro, tive o prazer e a honra de participar do TeleTon na bancada de blogueiros durante parte do programa. Com isso, pude conhecer mais de perto o trabalho da AACD. Simplesmente fantástico.

Então há algumas semanas, alguém (me perdoe, mas não consigo lembrar quem) me enviou o link para o projeto Unique Types. Claro, fiquei muito feliz e empolgado com a iniciativa.


O projeto está na primeira fase onde convida designers, estúdios e agências do mundo todo a criarem fontes inspiradas nas crianças atendidas pela AACD. Baseado numa espécie de “efeito dominó”, o projeto mostra como divulgar a causa da AACD através dessas fontes:

Vejam o video de divulgação (belíssimo por sinal):

“Designers criam Unique Types, agências as utilizam em seus anúncios, anunciantes autorizam sua veiculação, veículos exibem as campanhas com as Unique Types e todos ajudam a causa da AACD.”

Até o fechamento desse post, já havia sido postadas quatro fontes, muito interessantes por sinal.

Sensacional a iniciativa (que me parece ser da Agência Click), e dá muito orgulho de ser aqui do Brasil. Não deixem de acessar o site, assinar a lista de atualizações e participar de alguma forma, seja desenhando uma fonte, usando alguma delas ou mesmo divulgando para seus amigos.

São esses tipos de inciativas que podem transformar nosso mundo. E eu acredito nisso!